quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

Prêmio Nobel Vs. Títulos em Mundiais

Hoje li a crônica do professor José Palazzo M. de Oliveira intitulada “Tenure ou a estabilidade no ensino e na pesquisa”. Em poucas palavras, tal texto versa sobre a relação entre a estabilidade do emprego e a qualidade da investigação científica desenvolvida, por professores, em instituições de ensino superior. O texto é muito interessante e merece ser lido. Contudo, o que mais me chamou a atenção foram as duas tabelas abaixo:

A primeira tabela mostra o número de prêmios Nobel por país e a segunda o número de títulos mundiais de futebol. Uma análise rápida me permite concluir que o Brasil é um país desequilibrado, especialmente se comparado a Alemanha, França, Inglaterra e Itália. É evidente que estamos fazendo algo errado (observem que eu não fujo da crítica :)))).

Acho pertinente descrever o contexto no qual eu vi tais tabelas, com a finalidade de tentar expressar minimamente meu sentimento no momento. Cheguei em casa por volta das 18:30, liguei o computador, abri o arquivo do meu projeto de tese, escrevi três linhas de texto, fechei o arquivo e fui acessar os sites de esportes para ler as preleções dos jogos do Paulistão da noite. Estava extremamente ansioso com a estréia do São Paulo e do Imperador Adriano. Assisti o jogo pela Internet utilizando o SopCast e fiquei feliz com o resultado. Voltei aos sites de esportes para ler os comentários sobre a vitória do melhor do mundo e até escrevi um comentário no Blog do Torcedor do São Paulo Futebol Clube.

Terminada minha excitação em torno do futebol fui ler meus e-mails. Na lista de discussão da Sociedade Brasileira de Computação estava rolando uma reflexão em torno da demissão de três professores de uma universidade privada. O professor Palazzo contribuiu simplesmente indicando um link para a crônica supracitada.

Observei que estas tabelas postadas lado a lado, refletem exatamente minha escolha pelo futebol em detrimento ao projeto da minha tese. De forma geral meu comportamento pontual reflete o Brasil como um todo; investimos mais em diversão do que em conhecimento. Exageros a parte, assumo minha contribuição :-).

Sou um brasileiro típico: gosto de futebol, critico o governo (mas não faço nada de concreto), queria surrar o Renan, Palocci, Jobim e Dirceu, vivo revoltado com a violência e com os impostos, penso duas vezes antes de ir para um aeroporto e estou com um medo danado de pegar febre amarela.

Portanto: Vai lá! Vai lá! Vai lá! Vamos de coração! Vamos São Paulo! Vamos São Paulo! Vamos ser campeão!

Um comentário:

T3 disse...

huahuahuahuahuahuahuahua