Hoje resolvi rever uma discussão sobre o universo, os buracos negros, as leis da ciência e sobre Deus, realizada entre o professor Stephen W. Hawking, o escritor Arthur C. Clarke e o doutor Carl Sagan. A estrela da discussão foi o professor Hawking, que na época já utilizava um sintetizador de voz para se comunicar, e a conversa gira em torno de seu livro intitulado “A Brief History of Time”.
Eu já havia visto esta conversa várias vezes, contudo, dessa vez uma observação do Carl Sagan me fez refletir sobre as habilidades necessárias para se desenvolver uma tese. Neste contexto, o termo "tese" refere-se a um texto formal, que faz uso do rigor científico, pelo qual o(s) autor(es) apresenta(m) uma contribuição inédita para alguma área do conhecimento humano.
O Sagan afirma no prefácio do livro do Hawking que apenas as crianças fazem perguntas fundamentais, porque elas, simplesmente, não sabem por que não fazê-las. No vídeo ele complementa tal afirmação dizendo que o atual sistema de ensino desencoraja os estudantes a fazerem perguntas fundamentais. Ele cita dois exemplos de perguntas: i) Por que a lua é redonda? ii) Por que a grama é verde? Adicionalmente ele afirma que, geralmente, os adultos respondem essas perguntas interessantes com: O que você esperava? Que a lua fosse quadrada ou a grama azul?
Em suma, isso explica porque a grande maioria dos estudantes de pós-graduação tem sérias dificuldades para vislumbrar um tema de pesquisa que seja pertinente para o estado-da-arte. Eu me incluo neste grupo, pois estava tentando definir meu projeto de tese quando resolvi escrever este post. É muito difícil pensar em questões fundamentais, uma vez que fomos desestimulados desde muito cedo; explica mais não justifica. O que vai salvar minha carreira acadêmica (espero que meu orientador não leia isso) é a técnica que o professor Mario A. Nascimento apresentou em uma palestra no ICMC-USP. Ele disse que perguntou à uma famosa pesquisadora como ela conseguia criar tantas áreas de pesquisa e ela simplesmente respondeu: “Liste exaustivamente todos os pilares que sustentam uma determinada área, tire um e veja o que acontece”.
Eu já havia visto esta conversa várias vezes, contudo, dessa vez uma observação do Carl Sagan me fez refletir sobre as habilidades necessárias para se desenvolver uma tese. Neste contexto, o termo "tese" refere-se a um texto formal, que faz uso do rigor científico, pelo qual o(s) autor(es) apresenta(m) uma contribuição inédita para alguma área do conhecimento humano.
O Sagan afirma no prefácio do livro do Hawking que apenas as crianças fazem perguntas fundamentais, porque elas, simplesmente, não sabem por que não fazê-las. No vídeo ele complementa tal afirmação dizendo que o atual sistema de ensino desencoraja os estudantes a fazerem perguntas fundamentais. Ele cita dois exemplos de perguntas: i) Por que a lua é redonda? ii) Por que a grama é verde? Adicionalmente ele afirma que, geralmente, os adultos respondem essas perguntas interessantes com: O que você esperava? Que a lua fosse quadrada ou a grama azul?
Em suma, isso explica porque a grande maioria dos estudantes de pós-graduação tem sérias dificuldades para vislumbrar um tema de pesquisa que seja pertinente para o estado-da-arte. Eu me incluo neste grupo, pois estava tentando definir meu projeto de tese quando resolvi escrever este post. É muito difícil pensar em questões fundamentais, uma vez que fomos desestimulados desde muito cedo; explica mais não justifica. O que vai salvar minha carreira acadêmica (espero que meu orientador não leia isso) é a técnica que o professor Mario A. Nascimento apresentou em uma palestra no ICMC-USP. Ele disse que perguntou à uma famosa pesquisadora como ela conseguia criar tantas áreas de pesquisa e ela simplesmente respondeu: “Liste exaustivamente todos os pilares que sustentam uma determinada área, tire um e veja o que acontece”.


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