sábado, 26 de julho de 2008

O desabafo de um pós-graduando sênior

Via instant messenger, estava eu conversando com um amigo sobre o curso de pós-graduação que ele está fazendo na UFMG, de repente ele me fala:

"Nós escolhemos o jeito mais difícil de ser pobre!" (Villas, 2008).

Levando em consideração que o infeliz está preocupado com a prova de qualificação, que acontecerá no início de agosto, a frase dele é pertinente e muito bem colocada.

Por outro lado, pós-graduandos têm algums benefícios que devem ser discutidos antes de tomar a frase do meu amigo como um axioma. Nas últimas semanas descobri porque resolvi continuar estudado. Primeiro, o bandejão da universidade serve comida a preços acessíveis. Segundo, a universidade tem conexão rápida com com a Internet. Terceiro, eu continuo pagando meia entrada por ai. Por fim, se você for um pouquinho pró-ativo conseguirá desenvolver um projeto do seu interesse, o que faz toda a diferença.

segunda-feira, 21 de julho de 2008

A ficção pode ser implementada?

Julio Verne, Arthur Clark, Isaac Asimov e H.G. Wells são exemplos de escritores que viveram a frente de seu tempo e previram diversos avanços tecnológicos em suas obras de ficção. Para ilustrar, o primeiro descreveu o funcionamento de um balão, de um dirigível e até de um helicóptero. Adicionalmente, ele previu o lançamento de uma nave tripulada para Lua aproximadamente 104 anos antes dessa façanha ser materializada; só para citar os artefatos relacionados a conquista dos céus :-). Tem muito mais na Coleção Exploradores do Futuro e nas obras dos autores supramencionados. Então, a resposta para a pergunta, que intitula este post, é sim!

Na realidade, o que motivou este post foi o filme Batman - The Dark Knight, especificamente o sistema que o homem morcego utilizou para rastrear o Coringa. Tal sistema foi desenvolvido pelo Lucius Fox (CEO da Wayne Enterprises - Morgan Freeman). Fox criou uma solução para transformar um smartphone em um scanner de ambientes. Assim como um SONAR (Sound Navigation and Ranging), o celular emitia ondas, na frequência do som, que têm a propriedade de serem refletidas ao encontrar um obstáculo. Com isso, é possível determinar a localização de objetos no ambiente em questão. Tudo muito legal, mas isso pode ser implementado hoje? Em outros termos, até onde a ficção pode ser implementada, neste caso?



No estado-da-arte não. Mas muito provavelmente um dia será, especialmente se começarem a implementar rádios genéricos que permitem que a frequência e o protocolo de acesso ao meio sejam definidos via software (Software-Defined Radio - SDR). Para ilustrar, a tecnologia GSM usa a faixa de frequência de 900 a 1800 MHz, já o som, que pode ser escutado por seres humanos, varia de 20 Hz a 20 kHz. Um SONAR utiliza uma onda na frequência de 500 Hz para identificar obstáculos na água. Se a tecnologia SDR estivesse disponível hoje, o Fox poderia ter escrito uma aplicação para mudar a frequência de operação do rádio dos celulares, adicionalmente, seria necessário captar as ondas refletidas pelos obstáculos e, ainda, ele teria que utilizar algum mecanismo para transmitir estes dados para um servidor na Wayne Enterprises. Só resta saber como seria possível fazer deploy deste software nos celulares de todos cidadãos de Gothan City e como os dados gerados seriam transmitidos e interpretados. Isso é coisa para cientistas, eu já estou satisfeito.

Outra solução razoável é colocar um SONAR nos smartphones... eles já têm GSM/CDMA, AM/FM, Wi-Fi, Bluetooth, Infra-red, TV-Digital e GPS... mais um rádio não fará grande diferença :-).

domingo, 20 de julho de 2008

Brain and Body Fitness

Brainfitness sempre me chamou a atenção. Lembro que no início desse século li uma resenha do livro “Mantenha seu cérebro vivo” (Lawrence Katz e Manning Rubin) e resolvi compra-lo. Comprei porque o título me provocou! Pô! Não parece mas ele está vivo (pensei). O livro apresenta um conjunto de técnicas para melhorar o desempenho do cérebro e é voltado para as pessoas na melhor idade. Contudo, todavia, entretanto, existem estudos que mostram que tais exercícios também podem trazer benefícios para jovens.

Há três meses atrás li uma reportagem que descrevia os benefícios dos exercícios para o cérebro, especificamente para a memória, controle cognitivo, atenção e velocidade de processamento. Nesta matéria, o jornalista fez referência a alguns sites que oferecem exercícios para melhorar o desempenho do cérebro nas áreas supracitadas; entre eles o Lumosity. O slogan do Lumosity é "Reclain your brain." Não resisti a provocação, novamente, e comecei a brincar; porque o primeiro mês é grátis. Os exercícios são desafiadores e, por consequência, viciantes. No final do primeiro mês eu não hesitei em pagar os $ 9,50 doletas para continuar brincando.

Fazem três meses que estou fazendo o treinamento do Lumosity e cheguei próximo ao meu limite em alguns exercícios, conforme é possível ver no gráfico abaixo. Neste gráfico tem-se o BPI (Brain Performance Index) em função dos dias treinados. É possivel observar que meu desenpenho está quase constante e melhorar exige muito esforço e disciplina, tais requisitos são semelhantes aos exigidos para alcançar bodyfitness.



Para ilustrar vou descrever o meu exercício preferido; "Memory Match". Conforme a figura abaixo, este exercício consiste em identificar se uma figura geométrica é igual a outra, o jogador tem 45 segundos para acertar o maior número possível. No início (A), você vê as três casas, depois de três acertos só é possivel ver a terceira casa (B) e você tem que lembrar da primeira casa para dizer se as figuras geométricas são iguais ou diferentes; simples assim. O principal objetivo é exercitar a memória de trabalho.



Recomenda-se vinte minutos de treinamento diários, pois é nesse período que o seu desempenho pode melhorar, depois disso começa a fadiga. Isso mesmo, fadiga igual a observada em músculos depois de uma sessão de exercícios físicos. E o objetivo é sempre melhorar o seu desempenho, obviamente.

A relação entre Brain e Body Fitness

Eu costumo "esticar as canelas" fazendo corridas curtas, o principal objetivo é manter a sanidade :-). Ultimamente ando correndo 10 Km, contudo me lembro que no início era muito difícil correr isso em menos de 50 minutos. Me acostumei a correr 10 Km enganando meu cérebro. Só de pensar em correr 10 Km você já fica cansado, para resolver o problema comecei a pensar da seguinte forma: Vou aquecer nos primeiros 4 Km e vou correr pra valer nos outros 6 Km. No final das contas eu corria os 10 Km, contudo pensar dessa forma é muito menos doloroso. Isso funciona muito bem, com o tempo eu fui diminuindo os Km destinados ao aquecimento e os 10 Km se tornaram bem simples de serem corridos.

Quanto ao brainfitness, conforme você vai ficando bom no exercício em questão, mais difícil é bater seu recorde anterior, por motivos óbvios. Portanto, comecei a tentar enganar o meu cérebro usando um método semelhante ao utilizado nas corridas. A primeira coisa é não pensar nos 45 segundos que você tem para bater o seu recorde. Esqueça o seu recorde e não pense no exercício como um todo. Eu tento mentalizar que cada acerto é uma missão completada com sucesso, com isso, a fadiga é significativamente reduzida e, no final de tudo, consigo realizar o exercício com um desempenho melhor. Fazendo uma analogia com a corrida, eu só tento pensar no próximo passo, fico feliz em ter conseguido dar este passo e continuo a diante de passo em passo até melhorar o meu desempenho.

Para finalizar, acredito que as pessoas inteligentes exercitam seu cérebro a todo momento e não precisam desses exercícios. Por outro lado, fica a dica para os curiosos e demais interessados. Adicionalmente, percebi que a minha concentração melhorou significativamente e não fico cansado como antes. Esses dias perdi um ônibus na rodoviária de Rio Claro, o próximo só saiu duas horas depois. Comprei uma revista Super Interessante (não tinha Scientific American... rs), sentei no banco, e li TODA a revista em uma hora e quarenta minutos. Eu nunca tive saco para fazer uma atividade dessa, mas no final eu ainda queria ler mais.

domingo, 23 de março de 2008

Cubo Mágico

Praticamente todo mundo foi desafiado a resolver o cubo mágico quando era criança e confesso que sentia certa frustração por não conseguir solve-lo, mesmo embasado pelos meus supostos conhecimentos algorítmicos. Esta pequena frustração acabou! Estava eu assistindo vídeos no YouTube quando me deparo com um link para os vídeos premiados no YouTube Vídeo Awards 2007. O campeão da categoria Instructional é o vídeo intitulado “How to solve Rubik’s Cube”, eu fiquei tão interessado que peguei o meu cubo e fui tentar resolve-lo. A primeira dica do autor é desmontar o cubo, eu fiz e concluo que é chato e você precisa ser habilidoso para montar o brinquedo novamente (vide foto abaixo).



O legal mesmo é aprender os algoritmos, para tanto eis os vídeos:




Por fim, você terá o imenso prazer de resolver este diminuto problema que te perseguiu por todos estes anos. Puxa vida! Por que eu não nasci no século XXI? Viva a Web!



Ops! O que isso tem haver com Teoria dos Grafos? Plec! Eu deveria estar estudando e não brincando com isso...

sábado, 22 de março de 2008

Projetos concretamente impossíveis

No veloz curso de nossas famigeradas vidas nos deparamos a todo momento com diversos projetos, que inevitavelmente podem ser classificados em função da sua utilidade e qualidade. Também existem os projetos que nunca foram implementados popularmente conhecidos por “Projetos Virtualmente Impossíveis” ou “Mission Impossible Projects”. Tal termo foi cunhado pelo Edward Yourdon em um livro com o mesmo titulo, neste texto o autor versa sobre o problema dos projetos na indústria de software. O título deste post faz alusão ao termo supracitado e tenta relatar um bug em um projeto concreto.

Nos últimos meses andei com alguns distúrbios relacionados ao sono e observei que toda manhã o colchão estava uns dez centímetros para fora da cama. Conclui que se tratava de sono agitado, em outros termos, eu estava me movimentando durante o sono e por conseqüência empurrando o colchão. Inocência a minha, na realidade eu estava diante de um projeto concretamente impossível! A foto abaixo mostra o problema na minha cama.



Supostamente uma cama deve suportar peso na vertical, uma vez que ela pode servir de arena para vários “esportes horizontais”. Contudo, o projetista da minha cama vez um encaixe que visivelmente não é ideal para suportar peso e vibrações na vertical, um dia isso ia ceder (ver foto acima). Pensei em alguma forma de consertar o bug deste projeto utilizando as ferramentas que domino e tenho em casa; neste caso uma furadeira e quatro parafusos, conforme foto abaixo.



A solução vislumbrada consiste na colocação de um parafuso logo abaixo do encaixe para suportar o peso na vertical. Para tanto foi necessário furar o tubo de 5 cm e colocar um parafuso de 6 cm fixado com uma porca. Furar um tubo não é uma atividade trivial, dessa forma, observem como deve ser feito:



Em suma, estou dormindo na horizontal novamente, os distúrbios no sono desapareceram (não estavam relacionados a este problema) e a arena suporta até esportes horizontais entre elefantes. Em complemento, senti o prazeroso gostinho de arrumar um bug de um projeto concreto. Agora deixe-me voltar aos meus projetos virtualmente impossíveis
:-).

sexta-feira, 14 de março de 2008

500 Internal Server Error!

Acordei, liguei o computador e coloquei uma playlist do YouTube intitulada "Radioahead". O objetivo era começar o dia com propriedade (não sei o que eu quis dizer com isso) e, além disso, acordar os vizinhos. O primeiro clip foi apresentado como se esperava, contudo, o segundo não iniciou e o sistema mostrou o seguinte erro:



Em suma, bom humor é melhor que música pela manhã. Tks monkeys!

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

Racismo é burrice!

Em um passado distante, quando cursava a sexta ou sétima série do primeiro grau (atualmente ensino fundamental) eu e uns colegas de turma memorizamos a música Lôrabúrra do Gabriel O Pensador com o nobre objetivo de homenagear nossas amiguinhas loiras (nem sempre desprovidas de inteligência). Isso era divertido porque estudávamos em um colégio de freiras, conseqüentemente 80% da turma era do sexo oposto, em outros termos, tínhamos muitos alvos em potencial. Hoje eu tenho certeza que as mulheres são mais inteligentes e disciplinadas que os homens.

Molecagens à parte, lembrei-me do fato supracitado, pois foi nesta época que virei fã do Gabriel. Estes dias fui procurar alguns clips dele no YouTube e achei a música “Racismo é burrice”. Eu sou afrodescendente com muito orgulho e cresci em um bairro de classe pobre onde a maioria dos meus amigos eram também. Além disso, lembrei da foto de uma família de torcedores espanhóis que se pintaram de preto para descriminar o piloto britânico Lewis Hamilton. Vi o clipe abaixo quinze vezes em homenagem a família espanhola.


Para finalizar, sou contra a política de cotas por raça, mas sou a favor da política por condição social e para deficientes.

Escute também a música "O homem amarelo" do "O Rappa".


...
Não seja um imbecil.
Não seja um ignorante.
Não se importe com a origem ou a cor do seu semelhante.
O quê que importa se ele é nordestino e você não?
O quê que importa se ele é preto e você é branco?
... (Gabriel O Pensador)

Racismo é burrice! Cor da pele FODA-SE! Direitos iguais!

sábado, 16 de fevereiro de 2008

Dependência da rede

Atualmente não faço mais download de músicas e clips, simplesmente utilizo o YouTube. Crio minhas playlists e ponho para tocar. O primeiro problema é a qualidade do áudio que é inferior a de um mp3, contudo, é suficiente. O segundo problema resume-se na falta de recursos para gerenciamento das playlists no YouTube, não é possível fazer coisas básicas como renomear uma playlist, apagar um vídeo e selecionar a ordem de reprodução; não tem nenhum aviso indicando que o sistema é beta. O terceiro e último problema é a dependência da rede, ficar sem rede implica em ficar sem música.

Esta dependência da rede pode ser um saco. Ontem no final da tarde eu estava fazendo “backup” da Internet na universidade, como de costume, quando a rede parou de funcionar. Fiquei duas horas sem música (YouTube), sem acessar meus e-mails (Gmail) e sem ler notícias (Google Reader). O YouTube, o Gmail e o Google Reader são aplicações Web e por conseqüência dependem da rede. Contudo, existe o Google Gears que é uma plataforma que permite acessar o Gmail e o Reader quando offline. O funcionamento é simples, quando online você pode persistir os dados localmente, dessa forma, quando offline você pode acessá-los. Adicionalmente, com o Gears é possível escrever aplicações Web que funcionam offline. Existem outros projetos de grandes players na mesma linha como, por exemplo, o Prism (Mozilla) e o AIR (Adobe).

São crescentes os esforços para possibilitar o desenvolvimento de aplicações que fazem uso do melhor dos dois mundos; Web e Desktop. Em complemento, estamos ficando cada vez mais dependentes das redes de computadores, vocês viram que o Mac Book Air não tem driver óptico? Por onde será que os dados vão entrar? (Seja educado(a) ao responder!) Por aqui a paranóia é tanta que tenho dois modens ADSL configurados para conectar em provedores distintos (veja foto).


Se o problema for na empresa de telefonia saio correndo para universidade :-).
Sim! Sou dependente da grande rede a algum tempo.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008

Thumbsucker

Em bom português o título deste post, provavelmente, seria “Chupador de dedão”, contudo, traduziram como “Impulsividade”. Levando em consideração a estória do filme, tal título, faz sentido, mas não é tão apelativo quanto ao original. Poxa vida... esse filme foi lançado em 2005 e só agora fui vê-lo, acho que andei visitando as prateleiras erradas na locadora todo este tempo. Na verdade, entrei na locadora com o intuito de alugar algo realmente interessante, acabei alugando Idiocracy (Luke Wilson) e Thumbsucker (Mike Mills). Os dois são ótimos, mas o segundo merece destaque, pois o primeiro simplesmente retrata um fenômeno previsível “No futuro, a inteligência estará extinta”; este blog corrobora para tal fenômeno :-).

Veja o trailer, alugue e divirta-se.



O melhor filme do carnaval, até o presente momento.

sábado, 2 de fevereiro de 2008

Não faça nada com fome

Sábado passado foi mais um dia típico da minha pacata empreitada que vem se desdobrando nas sombras deste simplório universo. No final da tarde fui correr na “pista da saúde” e depois fui até o supermercado comprar algo para comer. Vale destacar que qualquer atividade física consome energia e por conseqüência gera fome. Eu estava faminto e isso mudou sensivelmente meu comportamento no supermercado. Comprei três frutas diferentes, dois tipos pão, um sanduíche de frios, um suco de laranja e uma barra de chocolate. Gastei quatro vezes mais que o normal! Enfim, aprendi que devo fazer um lanche antes de ir ao supermercado e que tal comportamento é similar em outros contextos, portanto, não faça nada de barriga vazia.